Relacionamentos!
Uma vez li algo do Luiz Fernando Veríssimo falando da pressa nos relacionamentos atuais. Estava pensando e fazendo uma releitura das relações que vejo narradas no século passado, por exemplo. É bem verdade que o amor, a relação, era levada muito a sério. A ponto de privar toda e qualquer intimidade ou possibilidade de você conhecer quem é a outra pessoa envolvida nesta história conjugal. Não que eu seja adepta a "ditadura" entre os amantes que mal podiam se tocar... Mas, a banalidade que estamos a todo tempo expostos torna tudo insuportavelmente vulgar e fulgaz!Quem, em sã consciência, hoje, vai parar e tentar levar uma vida ao lado de outra pessoa? Enfrentar todas as suas fases e crises? Lutar para entender e superar os seus medos? Construir um "lar”, com alguém, sólido e indestrutível, dá muito trabalho... Quem o fará? É tão mais fácil sair por ai e agarrar a primeira “carinha” bonitinha e disponível!
E nada de complicadas discussões sobre relacionamentos... Vamos fazer que nem os tribalistas: “Eu sou de todo mundo e não sou de ninguém". Pensando bem, para que investir tanto "sangue" e compartilhar de todos os momentos triviais e rotineiros ao lado de uma única pessoa?
Bom, eu tenho um princípio e filosofia muito pessoal, mas também, muito pouco usual, hoje em dia.
As nossas vidas tornam-se verdadeiros conflitos eternos. Ou vivemos em busca da nossa “cara metade” perdida, ou infelizes por estarmos “presos” a uma relação, quase sempre, morta e indiferente. Então, aonde, finalmente impera o bom senso e a verdade? É tão obvio, tão simples... Vivemos na era da globalização, da modernidade e junto com ela tudo é muito novo. Tantos corpos sarados expostos a toda hora, tantas carinhas bonitinhas e safadinhas cheias de promessas vazias nos rodeiam em tantos lugares... Parece que a questão do abrupto crescimento da natalidade nos ultimos tempos ajudou a deixar esta "necessidade" de buscar o novo, mais acentuada. Afinal, hoje, vivemos uma concorrência desleal. É muita tentação a toda hora.
Porque será que enxergo uma infinidade de coisas raras, que só em uma cumplicidade muito forte, com o outro, poderia ser capaz de vivenciar? Somos tão infinitamente complexos e fascinantes... Somos tão mais fortes e completos juntos! Será que sou normal? Será que alguém, também, pensa assim? Às vezes penso que sou de outra era... Definitivamente de outra estação.
Jogamos quase a toda hora um grande amor pela janela, simplesmente porque sonhamos com o conto de fadas irreal! E sempre temos a mania de acreditar que aquela pessoa vai chegar voando dos céus ou aparecer no meio de um roseiral. Como pensava Richard Bach. O próprio autor me deu uma “aula” de como podemos ser infinitamente felizes e eternos em outro ser. Parece tão simples para mim... Quando paramos de buscar esta tal subjetividade inatingível e de trocar o profundo pelo banal, há um êxtase quase indecifrável de se viver. Nesta hora, assumimos uma postura de gente! De quem se entrega e pode sofrer muito, mas, sobretudo, de quem espera mais da vida, espera mais do que um encontro apaixonante e furtivo. Espera mais do que várias bocas vazias para beijar.
Eu aprendi que o mundo de duas pessoas pode ser violentamente podado e pobre quando estas, não sabem vivenciar uma a outra. Mas, também aprendi que um mundo a dois pode multiplicar todo o sentido de uma existência. Pode trazer a tal razão que buscamos nos dias vazios e iguais. Sim! Porque aquela pessoa existe, e mais que isso, ela existe COM você. Há uma intimidade, quase sagrada, que é capaz de proteger a gente contra mil tsunamis. As coisas passam a ter um significado todo especial... Só porque AQUELA pessoa existe... E o mais fabuloso disso tudo é quando conseguimos viver todos os nossos dias, como já disse, quase sempre iguais, de forma sutilmente especial. Porque não podemos viver na ilusão do novo. O novo, amanhã, será velho e certamente já terá perdido o encanto.
Um amor, para sobreviver, enfrenta todo tipo de dificuldades. É como um jardim. Onde após a árdua tarefa de plantar as sementes, que enfrentam todos os tipos de intempéries, floresce para sempre dentro de nós.
Isso, nada, nem o tempo, e nem mesmo a morte pode nos tirar. O que doamos e recebemos nesta troca é a novidade de existir para ser melhor a cada dia... Não só para si próprio, mas para todo um sentido de vida que se cria ao lado de uma pessoa, no meio de toda esta imensidão de gente, que há na face da terra.
As nossas vidas tornam-se verdadeiros conflitos eternos. Ou vivemos em busca da nossa “cara metade” perdida, ou infelizes por estarmos “presos” a uma relação, quase sempre, morta e indiferente. Então, aonde, finalmente impera o bom senso e a verdade? É tão obvio, tão simples... Vivemos na era da globalização, da modernidade e junto com ela tudo é muito novo. Tantos corpos sarados expostos a toda hora, tantas carinhas bonitinhas e safadinhas cheias de promessas vazias nos rodeiam em tantos lugares... Parece que a questão do abrupto crescimento da natalidade nos ultimos tempos ajudou a deixar esta "necessidade" de buscar o novo, mais acentuada. Afinal, hoje, vivemos uma concorrência desleal. É muita tentação a toda hora.
Porque será que enxergo uma infinidade de coisas raras, que só em uma cumplicidade muito forte, com o outro, poderia ser capaz de vivenciar? Somos tão infinitamente complexos e fascinantes... Somos tão mais fortes e completos juntos! Será que sou normal? Será que alguém, também, pensa assim? Às vezes penso que sou de outra era... Definitivamente de outra estação.
Jogamos quase a toda hora um grande amor pela janela, simplesmente porque sonhamos com o conto de fadas irreal! E sempre temos a mania de acreditar que aquela pessoa vai chegar voando dos céus ou aparecer no meio de um roseiral. Como pensava Richard Bach. O próprio autor me deu uma “aula” de como podemos ser infinitamente felizes e eternos em outro ser. Parece tão simples para mim... Quando paramos de buscar esta tal subjetividade inatingível e de trocar o profundo pelo banal, há um êxtase quase indecifrável de se viver. Nesta hora, assumimos uma postura de gente! De quem se entrega e pode sofrer muito, mas, sobretudo, de quem espera mais da vida, espera mais do que um encontro apaixonante e furtivo. Espera mais do que várias bocas vazias para beijar.
Eu aprendi que o mundo de duas pessoas pode ser violentamente podado e pobre quando estas, não sabem vivenciar uma a outra. Mas, também aprendi que um mundo a dois pode multiplicar todo o sentido de uma existência. Pode trazer a tal razão que buscamos nos dias vazios e iguais. Sim! Porque aquela pessoa existe, e mais que isso, ela existe COM você. Há uma intimidade, quase sagrada, que é capaz de proteger a gente contra mil tsunamis. As coisas passam a ter um significado todo especial... Só porque AQUELA pessoa existe... E o mais fabuloso disso tudo é quando conseguimos viver todos os nossos dias, como já disse, quase sempre iguais, de forma sutilmente especial. Porque não podemos viver na ilusão do novo. O novo, amanhã, será velho e certamente já terá perdido o encanto.
Um amor, para sobreviver, enfrenta todo tipo de dificuldades. É como um jardim. Onde após a árdua tarefa de plantar as sementes, que enfrentam todos os tipos de intempéries, floresce para sempre dentro de nós.
Isso, nada, nem o tempo, e nem mesmo a morte pode nos tirar. O que doamos e recebemos nesta troca é a novidade de existir para ser melhor a cada dia... Não só para si próprio, mas para todo um sentido de vida que se cria ao lado de uma pessoa, no meio de toda esta imensidão de gente, que há na face da terra.
E esse sentido é o que faz a sua "terra" girar.

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